terça-feira, 20 de maio de 2008

Ah, teu corpo! . . .



Teu corpo transbordante de sensualidade insinua-se,
Sem que tenhas consciência disso,
E desperta-me a luxúria, a libido . . .
Entre teu corpo e meu desejo dele,
Ergue-se um imenso mar de sargaços
Com naus que partem para o indefinido . . .
Sinto-me como alguém que morre de sede diante do mar:
Ver teu corpo, mas não poder tocá-lo, meu desejo naufraga
Num oceano noturno sem faróis para me guiar . . .
Fabrico sonhos de possuí-lo;
Imagino tê-lo desnudo diante de mim,
Por entre minhas mãos que percorrem lassas
A maciez de pêssego e se detêm em cada detalhe . . .
Transbordamento de erotismo:
Êxtase . . .
Ah, que seria teu gozo, meu gozo,
Teu gozo em meu gozo . . .

Oliveira

2 comentários:

*.*Allegr!a*.* disse...

Ai que me Allegra navegar em mares de palavras calmas, de pensamentos...
Gosto é de me afogar nesse universo, sensual e pueril!
Quero é semear sementes sutis de boa rima, de boas amarras...
Eu amei esse mergulho.
Volto, muito mais vezes!

todos os beijos

binho miguel disse...

Velho!
Primeiramente fico agradecido pela visita e pelo comentário.
Fiquei meio sumido do blog, por isso nem respondi antes!

De qualquer forma muito obrigado pelos elogios!

E quanto a tuas escritas, fiquei admirado com as palavras!
Este texto então não tem nem o que se comentar!

abraços e pode ter certeza que voltarei mais vezes!