sábado, 2 de fevereiro de 2008

O homem velho



O homem velho descobriu que a vida é uma escola
Onde se aprende a ter paciência para viver e não sofrer;
Sabe que a realidade só pode ser vista, irremediavelmente,
em preto e branco;
Que somente a fantasia apresenta-se, totalmente, em cores.
Simplesmente caminha
Sem se preocupar para onde vai ou por onde vai . . .
Vai por onde o levam seus passos . . .
Aprendeu que o coração comporta-se como uma criança
Que não mede a conseqüência de seus atos;
Conhece o gosto amargo da taça dos desenganos,
Descobriu a inutilidade de lutar contra o fantasma da solidão,
Guarda com carinho as lembranças de uma infância feliz
E não alimenta sonhos quanto ao futuro,
Porque intui que ele virá fugaz como as aves de arribação . . .

Oliveira

2 comentários:

Branco Di Fátima disse...

Grande José Oliveira... Adorei os seus poemas. Adorei o ritmo com que eles são criados. A sonoridade própria de uma grande escritor. Parabéns! Depois entra no meu blog:

www.brancodifatima.blogspot.com

abraços
Branco Di Fátima

Branco Di Fátima disse...

Adorei os poemas. São bacanas e tem ritmo muito particular. Pessoa. Próprio de um escritor de personalidade forte. Parabéns! Depois... entra no meu blog também:

www.brancodifatima.blogspot.com

abraços poéticos
Branco Di Fátima